Domingo, 18 de Maio de 2008

Honramos o nome de Minas...

Caras cocotas, vingamos vocês! Em mais uma prova de qual clube eleva o nome do estado no território nacional (e internacional também), derrotamos seu algoz, Botafogo, no Mineirão.

Em um jogo que o Cruzeiro abusou do direito de perder chances de gol, a torcida saiu irritada com a atitude demonstrada pela equipe que, em contrapartida, saiu de campo satisfeita com os três pontos ganhos. Muito desse dilema se deve ao treinador Adílson Batista que mostrando uma forma de estilo de jogo burocrático, insiste se defender quando a situação lhe permite adotar uma postura contraria.

Ontem, após a expulsão do lateral Túlio Souza, o comandante celeste mais uma vez preferiu tirar seu poder de fogo ofensivo para reforçar a marcação com um volante. Mesmo que ache o Adílson um grande treinador, essas atitudes dele estão começando a me deixar receoso. O Botafogo estava totalmente envolvido pelo time celeste e não mostrava nenhuma reação iminente. Sem contar que jogavam com o time misto.

Apesar desse contratempo, o Cruzeiro dá a certeza ao seu torcedor de que tem uma grande consciência tática e consegue desenvolver bem a equipe durante a partida. O futebol apresentado, mesmo às vezes não sendo o que muitos idealizam, não coloca muitas dúvidas sobre o time.

Rumo ao Bi
Saluti Celesti

Sexta-feira, 16 de Maio de 2008

Sem BOCA, as Frangas não falam


7 de maio. Após o apito final do juiz Carlos Chandía, várias penosas se aglomeram e começam a comemorar a vitória do Boca Juniors como se fosse um título. Parecia que o próprio time delas havia derrotado um grande adversário—improvável—, mas era apenas o que vai se tornar a maior alegria das frangas durante o ano: a eliminação do Cruzeiro.

Fizeram inúmeras piadinhas, faixas no dia seguinte durante sua partida—que vieram, diga-se de passagem, da sua própria diretoria— e começaram a falar em espanhol—mal sabem o português— em sua comunidade. Rir da desgraça alheia é a especialidade delas!

Não quero tirar o mérito, pois eu mesmo adoro ver alguma emplumada chorando de raiva pelo seu time. Acontece que aí há uma disparidade. Outros comemoram títulos e também as derrotas do maior rival. Isso Hebert Vianna traduziu muito bem nos versos “de um lado carnaval, do outro miséria total”.

Acontece que oito dia após a fatídica eliminação, foi nossa vez de comemorar mais um vexame do time centenário. O “Botafogo que fala Uai” foi derrotado pela sua matriz, por 2 a 0, acabando com todas as esperanças de um centenário feliz—ao menos para mim está uma maravilha —.

Isso já é de costume aqui em Minas Gerais. As emplumadas se esquecem dos problemas do seu time e preferem muito mais vibrar com os nossos. Em 1996, após o Cruzeiro ser eliminado pela Portuguesa, Cacarejantes em carreatas comemoram pela cidade inteira a chance que o time celeste perdeu de conquistar seu primeiro título Brasileiro. Na fase seguinte adivinha quem a Lusa eliminou?

Se formos contar as alegrias do time delas podemos citar o Borussia, time cujo ninguém sequer fazia referência antes de 1997, e depois se via alguns gatos pingados circulando com a camisa do time alemão pela cidade—quase toda a torcida delas comprou.

Em 2000, o Cruzeiro foi eliminado nas oitavas de finais da Copa Mercosul pelo Palmeiras. Frangas desvairadas comemoravam nossa derrota. Não é que mais uma vez a história se repetiu e as Lurdinhas foram eliminadas na fase seguinte? Adivinha por quem?


Será que não está na hora de parar de se esconder nos erros dos outros ? Torcer contra o maior rival é comum, e até gosto, para ser sincero. Apenas gostaria de ratificar que, muitas vezes, as penosas são anti-cruzeirenses, antes mesmo de se preocupar com seu time—isso depois de torcer pela torcida, especialidade delas.


Quem vai de Boca, volta com o Fogo no rabo!

"E é por isso, que eu canto assim, é por ti FOGO!"

Quarta-feira, 14 de Maio de 2008

E NINGUÉM CALA...


Botafogo, Botafogo
Campeão desde 1910
És herói em cada jogo
Botafogo,
Por isso que tu és
E hás de ser
Nosso imenso prazer
Tradições,
Aos milhões tens também.
Tu és o glorioso
Não podes perder,
Perder para ninguém
Em outros esportes
Tua vida está presente,
Honrando as cores
Do Brasil e da nossa gente
Na estrada dos louros,
Um facho de luz,
Tua estrela solitária
Te conduz

Uma pequena homenagem ao Clube de Regatax Botafogo...
Caraca Brother! Doiixx a Zero no Centenário das Cocotaxx...
Maneirooo!

Fogão - Botafogo - Ninguém Cala !

Saluti Celesti

Pardal e Coruja

Torcer para o Cruzeiro tem me dado cada vez mais emoção. Um pouco pelo o que eu sempre gostei, de ver grandes jogos, bons times em campo, raça, técnica, partidas que deixam o coração quase na beira da garganta. O resto pelo nosso treinador, Adílson Batista, que, por mais competente que seja, só nos dá a certeza de que o Henrique estará em campo.

No início do ano fui um dos maiores críticos do Adílson. Pela sua inexperiência, pelo torneio continental que a torcida estava sedenta, e pelos seus resultados anteriores nos clubes grandes. Bom, ele queimou minha língua, seja qual for os próximos resultados da equipe celeste.

O Adílson me mostrou um treinador que estuda o adversário, que não tem medo de enfrentar grandes times, que prima pela qualidade do seu time e o que pode ser aproveitado nele para a próxima partida. A defesa este ano, por mais que muitos levem em conta somente os últimos jogos, se tornou bem mais estável que nos últimos anos. Esse foi o primeiro ponto que o nosso eterno camisa quatro corrigiu.

Seu trabalho pré-jogo, no qual além de preparar as jogadas que são rotineiras no time celeste, consegue sempre observar o erro do adversário vem trazendo boas surpresas. Uma coisa que vi nesse time é que é raro um jogador ficar na fogueira, sempre há uma boa movimentação daqueles que estão sem a bola. Ponto para ele. Além disso, nosso meio ficou mais coeso e conseguiu nos dar um elemento surpresa, o Ramires que, mesmo não sendo um exímio finalizador, conseguiu se destacar com seus gols este ano.

Além da grande movimentação e da padronização tática, o Adílson mostrou uma outra grande qualidade: A personalidade. Com ela o treinador conseguiu mostrar seu trabalho e impor sua qualidade como um treinador promissor. O problema é que essa tal personalidade também tem aborrecido muitos torcedores, inclusive eu.

Nunca fui “corneteiro”, até porquê não levo o futebol apenas por uma partida. Mas a teimosia do treinador em escalar seus pupilos conseguiu enfurecer toda torcida celeste. Não vou repetir os comentários do último post, basta apenas ver a última partida para ver que não estava errado.

Após a expulsão do Marcelo Moreno, o treinador ficou com quatro defensores e cinco meias em campo. Um deles, o Maicossuel, que havia acabado de entrar, é sacado pelo treinador para a entrada do seu pupilo, Henrique. A desculpa, desta vez, foi que ele precisava recompor o meio-campo e precisava de um para marcar. Quer dizer então que o Moreno era o segundo volante do time?

Gosto do trabalho do nosso treinador, mas já está ficando chato essa insistência pelos seus pupilos e pelas táticas não usuais.


Saluti Celesti

Terça-feira, 13 de Maio de 2008

E começou o "tititi"

Quando estou em um boteco, tomando minha cerveja e conversando com as pessoas da mesa, sempre que cito que faço jornalismo é sempre a mesma gozação: Ih! Olha o fofoqueiro. Não é atoa que nossa classe—eita, nem bem me formei já estou falando assim— tem este rótulo. Jornalista é encarregado de transmitir a informação, o problema é que alguns abusam disso. Até mesmo no jornalismo esportivo...

Após o Cruzeiro vencer o Vitória-BA, no último sábado, por 2 a 0, comecei a prestar atenção em todas as opiniões que circulavam pela mídia. Muito mais que comentar a vitória celeste, a maior preocupação de muitos que emitiram suas idéias era sobre o “momento conturbado” que vivia o time celeste. Eram especulações aqui, outras acolá, e nunca uma notícia séria para informar ao ouvinte ou leitor sobre o que se passava.

Os bastidores do futebol sempre envolveram os noticiários esportivos e são eles que sustentam as vendas de jornais. Até compreendo isso, pois que torcedor não quer saber qual jogador que seu clube está contratando, ou se aquele perna-de-pau está indo embora? O problema é que essa prática se estendeu para outros setores do futebol, se tornando um vício, no qual a “fofoca” reina.

Qualquer coisa que saia de dentro dos bastidores do clube é notícia. Reparem essas próximas notícias que tirei do superesportes, site que traduz muito bem esse ambiente:

Adílson nega ‘panelinha’ e diz que ambiente é bom (13/05)

Presidente revela que Jadílson pediu para ficar (13/05)

Barca de dispensas vai zarpar (13/05)

Cruzeiro resolve ocultar lista de dispensa (13/05)

Marcel puxa lista de 'disponíveis' no Cruzeiro (12/05)

Jogadores garantem que grupo está unido (09/05)

Vídeo: Perrella responde se o Cruzeiro já é campeão mineiro (02/05)

Olhando bem todas essas notícias, acho que vocês perceberam o intuito deste post. Está havendo especulação demais, estão “procurando chifre em cabeça de cavalo”, como diria meu avô. A falta de pautas e de opiniões sensatas tem levado os profissionais a procurar nos meios mais imundos para suas próximas pautas.

A prática de tal artifício não é novidade em Minas Gerais. O jornalista do EM, Jaeci Carvalho, tem o rótulo de ser muito bem informado dentro dos clubes e soltar grandes “furos”. Acontece que, nos últimos dois anos, não me lembro de um acerto dele— e não estou exagerando, nos comentários coloco todos que me lembro de cabeça que ele errou—.

Além dele, vários outros procuram colocar durante seus programas esportivos, a discussão de que o “ambiente no tal clube não é bom”, está havendo complô contra o treinador, tal jogador está saindo por uma proposta milionária, entre outros.

Aí que está a sombra da maldade. A torcida do Cruzeiro se questiona sempre das vendas do seu presidente. Faça chuva ou faça sol, sempre está havendo alguma especulação de que o jogador em maior destaque está indo para o exterior. Claro que, muitas vezes, são os empresários que plantam a notícia, mas, será que não tem uma pequena dose de veneno?

Na primeira oportunidade após a derrota para o Boca Juniors, o Cruzeiro, que venceu 17 dos seus 26 jogos no ano, foi colocado como um “time de grupo instável e desequilibrado”. Engraçado que o Corinthians de 98/2000 era um grupo que poucos se falavam e não dava em nada.

Seja o momento de alegria que foi perdida, ou de tristezas que se acumulam, a principal desculpa de que os resultados não vieram é a tal da panelinha e do plantel rachado. Não inventam outro tema, já está ficando chato. A tal “família Scolari” de 2002, para quem não sabe da história, tinha jogadores ali que nem podiam se olhar—Ricardinho...—, mas como ganhou uma Copa do Mundo leva esse rótulo de brinde.

Não questiono esse trabalho da imprensa em procurar as “maçãs podres” somente no Cruzeiro, porquê as penosas também são vítimas disso.Ter o poder de persuadir os pobres ouvintes/leitores, que apenas querem saber sobre seu time, fez com que muitos usassem disso para vários fins, alguns até econômicos.

Essa coisa de que está havendo briguinha aqui, o plantel está rachado, tal jogador está vendido, está parecendo coisa de velha fofoqueira.


Saluti Celesti

FAIL

Caros amigos,

Peço desculpas pela falta de posts neste blog. Devido à problemas de força maior—a bosta do meu PC teve que ser formatado—, não pude falar mais besteiras neste recinto.

Para compensar, dois novos posts que, como sempre, não irão comentar o que a imprensa fala, mas o que dá pra perceber do Maior de Minas.

Saluti Celesti

Sexta-feira, 9 de Maio de 2008

Treinador Coruja


Nesse último mês, vários rótulos foram dados ao treinador Adílson Batista. Alguns deles, por incrível que pareça, o próprio treinador ajudou a criar, como no caso do “professor Pardal”. Confesso que sempre tive birra com o Adílson com sua mania de “inventar” na hora da escalação, mas, nada mais me irrita que sua mania de proteger seus “pupilos”. Por isso, o título deste post.

Que o Marquinhos Paraná queimou a língua de todos os cruzeirenses isso é fato. Com seu estilo “carregador de piano”, o jogador conseguiu a empatia de vários torcedores celestes. Mas, ninguém ainda se perguntou o porquê do jogador conseguir ter uma posição garantida em qualquer setor do time celeste, independente se há ou não outro atleta disponível para o lugar.

Mas, mesmo com o Marquinhos Paraná se tornando o intocável do time, nenhuma dos “pupilos” do Adílson chama tanto atenção quanto o Henrique. O jogador que se machucou logo no início da temporada teve chances que nenhum outro atleta do time celeste pode usufruir. Mesmo sem ritmo de jogo foi colocado em campo em todas as partidas desde sua estréia, contra o San Lorenzo. O que me estranha nisso é que o Léo Silva, volante celeste que já havia tido outras oportunidades antes mesmo do “pupilo” do Adílson, não teve a mesma felicidade e sequer foi relacionado.

De lá para cá, o Henrique conseguiu estar em campo em todas as partidas do Cruzeiro, seja como volante, lateral e pasmem, zagueiro, no confronto contra o Ituiutaba que, por sinal, o treinador ganhou o rótulo de “Professor Pardal”.

Admiro muito o trabalho do Adílson Batista em alguns pontos. Ele busca a cada partida concertar nosso sistema defensivo e ganhar o meio-campo, o que hoje é fundamental para qualquer equipe que planeje o sucesso. Mas o Cruzeiro não é Figueirense. Não é a hora de experimentar de uma partida para a outra, mudar todo esquema e deixar jogadores que não provaram seu valor continuarem como intocáveis na equipe.

Essa mania do Adílson de proteger seus pupilos já trouxe a primeira crise, no caso Leandro Domingues, que se irritou com as escolhas do treinador. O nosso lateral esquerdo também já mostra sinal de desgaste com o treinador celeste, que prefere colocar um volante improvisado do que ter um lateral de origem.

Essa teimosia não levará a nada. Ele tem que cair na real. Preterir o Maicossuel, Sandro e Léo Silva e já colocar o Bruno no banco de reserva, entre outros, será o próximo caminho para aumentar ainda mais esse problema, que ainda está na fase administrável.

Tenho saudades da época que os Perrelas — que tanto defendo, mas estão completamente equivocados nessa atitude do Adílson— não deixavam treinador algum mandar mais que eles. O Zezé falava que “jogador é patrimônio do clube, treinador é descartável”, infelizmente parece que sua ideologia mudou.

Por favor Adílson, pare com isso antes que seja tarde. Já conseguiu a antipatia da imprensa—não só a local, diga-se de passagem— e de parte da torcida. Todos tem direito de errar, mas já está na hora de você abandonar esse sentimento de “professor coruja”.

Saluti Celesti

Quinta-feira, 8 de Maio de 2008

E o sonho acabou


A quarta-feira prometia. A cidade se pintou de azul. Os comentários nos bares eram sempre os mesmos: A discussão sobre o confronto entre Cruzeiro x Boca Juniors. Pela manhã, passei na loja celeste e comprar duas camisas, uma para mim, e outra para uma amiga que mora no Rio Grande do Sul. Parecia que tudo conspirava para o nosso lado.

A ansiedade não me deixava raciocinar. Em meio ao trabalho e a difícil missão de fechar um jornal em menos de três horas, não tinha outro pensamento senão o jogo que se aproximava. Meus amigos saindo para o Mineirão e eu ali, preso, sem ter esperanças de sair tão cedo, pegar meu primo e começar a gritar pelas ruas da cidade. Às 16h30min a esperança apareceu: Meu chefe, com o qual não estava muito bem, me libera para casa e fala que fecha o jornal. Não, nada poderia dar errado.

Na ida para o estádio, trânsito intenso. Mesmo com o desespero de chegar o estádio via milhares de cruzeirenses brigando por cada espaço em meio às avenidas lotadas de Belo Horizonte. Devo ter tomado umas 20 multas de tantos canteiros que passei e avançar sinais.

Chegando no estádio vi que a festa estava pronta. O sorriso estava estampado no rosto de cada um dos cruzeirenses que via pela rua. Me perguntava se eles não temiam o forte adversário que vinha pela frente. Mas, como poderia pensar isso deles, já que eu mesmo não temia, apenas sonhava com o Japão no final do ano?

Subo as arquibancadas enquanto minha bandeira agitava. O coração batia mais forte. Já tinha enfrentado grandes emoções, mas, ali achava que ia ser uma partida épica, para o Cruzeiro. A ansiedade que antes me dominava pela esperança de chegar cedo ao Mineirão agora se resumia na vontade da partida não começar. E como demorou...

O juiz soou o apito, o Cruzeiro não prestou atenção. A bola corria de um lado para o outro, às vezes até ia para frente, mas logo voltava, e corria de um lado para o outro. Assim foi se repetindo e a ansiedade transformou-se em angústia. A voz já rouca tentava empurrar o time ao ritmo do “olê, olê, olê, olê”. Perdi-a totalmente logo após. Em um contra ataque, Palácios, aquele que o Marcinho dizia no banco de reservas que não sabia chutar, mas eu o achava um craque, acertou o ângulo. Foi difícil vê-lo correndo quase que na minha reta, na bandeirinha de escanteio, ameaçando provocar a torcida celeste, mas preferiu vibrar pelo seu belo gol.

Vi mais um pouco do primeiro tempo, mas resolvi descer e comprar algo para comer. De repente escuto um silêncio e algumas vaias na arquibancada. Foi uma das piores sensações que já senti. De um lado um torcedor tava o tropeiro no chão, do outro, descendo três chorando de raiva.

Voltei para a arquibancada—ainda não me acostumei a chamá-la de cadeira lateral—. Via um monte de torcedores ainda falando, “Vamos fazer quatro, você vai ver”, com o “olê, olê, olê, olê” de fundo. Se isso não é torcida apaixonada, o que será? Colocar quarenta mil com ingresso à um real?

Volta o segundo tempo e a esperança tenta ressurgir. O Wagner acerta um voleio e diminui o placar, mas não consigo gritar mais, minha voz já estava quase acabando. Os minutos passam. No início do jogo o relógio era meu maior inimigo, parecia que estava com preguiça de girar os ponteiros. Continuou sendo, mas, desta vez, resolveu caprichar na corrida.

A voz que antes era escassa foi apagada de vez pelas oportunidades perdidas e a esperança foi embora, junto com o sonho do Mundial. Ficou a certeza de que a campanha não foi perdida. Enfrentamos um time infinitamente superior ao nosso, pela experiência.

Agora é a hora de boa parte da torcida vaiar, começar a caça às bruxas. Eu, mesmo apontando algumas coisas que não concordo, prefiro ter a certeza de que nada foi em vão. Era um sonho possível. Nossa equipe não é ruim, como muitos dizem, apenas enfrentamos um time superior. Se saíssemos paras as Frangas, com certeza o “pau iria quebrar”, pois é um time desqualificado, pequeno.

Muitas cacarejantes irão me chamar de iludido pelo último comentário. Tenham suas opiniões, mas pensem melhor sobre o estado do seu atual time.

Caímos de pé, contra o melhor time da América do Sul!

Saluti Celesti

Quarta-feira, 7 de Maio de 2008

"Não diga que a vitória está perdida"

Quando eu era pequeno e ficava com medo do que vinha pela frente, minha avó sempre dizia: “Quem morre na véspera é peru”. Muitos estão comentando que a Raposa é presa fácil para o Boca Junior, na partida de hoje, às 19h10min, no Mineirão. A maioria desses comentários eu credito às cacarejantes que estão se mordendo de raiva, até porquê ninguém em sã consciência iria falar tal asneia se esquecendo de nossas páginas heróicas imortais.

O atual campeão Mineiro joga hoje por uma vitória simples com o paio de sua torcida que esgotou todos os ingresso colocados à venda. Se o tal La Bombonera é o templo que transmite medo ao adversário o mesmo pode se dizer da Toca III—vulgo Mineirão— estádio que o Cruzeiro só perdeu duas partidas na competição sulamericana em toda sua história. Hoje 70 mil vozes te aguardam Xineizes.

Futebol é ganho dentro de campo. Já enfrentamos times lendários do futebol mundial e revertemos placares que muitos julgavam como impossíveis, como por exemplo os 2 a 0 que o River Plate aplicou sobre nosso time que, no jogo de volta, se sagrou campeão ao vencer as “galinhas”—descobri o motivo da freguesia do River— por 3x0.

O Riquelme não jogará com 100% de sua forma física. Ainda sim é um perigo. Não que o ache “imarcável” como alguns da imprensa—pateticana—mineira falam por aí, mas porquê vejo o futebol dele, que é o típico jogador que acaba com um jogo em um lampejo. Se a partida for para as cobranças de pênaltis temos o reforço do Palermo.

Esses são alguns pontos que poderia destacar do time “Azul/Ouro”. Mas, nenhum deles se iguala ao goleiro deles, Caranta, que me transmitiu uma segurança incomum de que vai fazer o nome de um atacante nosso. Ele não tem senso nenhum de colocação, é estabanado igual o Barthez da França, entre vários outros motivos que poderia citar.

Não será fácil passar pelos Xineizes. Claro que não. Mas estamos em nossos domínios, no estádio que só fomos vencidos duas vezes na história da Libertadores, então, por que temer o Boca? Se isso não bastasse, temos um time que não é dotado de “craques”, mas tem em seu conjunto uma força que até agora não vi na Libertadores.

Hoje será o típico “teste para cardíaco”. Até estou preocupado, pois não vou ao cardiologista faz uns cinco anos, será que vou conseguir suportar os 90 minutos—ou mais—? Uma coisa tenho certeza. Que este time celeste foi guerreiro até agora na competição. Estamos diante daquele que será nosso maior adversário pelo resto do torneio. Eles também sentem isso. Mas temos a vantagem que 70 mil vozes estarão do nosso lado para levar o time às quartas de finais. Olha o que te espera boca!


Rumo ao Tri
Saluti Celesti

Terça-feira, 6 de Maio de 2008

"POIS NA REALIDADE É UM GRANDE CAMPEÃO"

“... Nos gramados de Minas Gerais, temos páginas heróicas imortais. Cruzeiro, Cruzeiro querido, tão combatido, jamais vencido”. Não existe verso que poderia traduzir melhor a conquista do nosso 35º Campeonato Mineiro. Mesmo sendo um torneio rural, com pouco brilho, a conquista de ontem foi marcante, pois envolveu e resumiu toda uma bela campanha, na qual, mesmo jogando boa parte do campeonato com o time reserva, a Raposa não virou o fio e demonstrou que não há vitória ganha antes da hora.

Durante todo o torneio procuraram achar obstáculos para nossa equipe. Um empate contra o bom time do Ituiutaba serviu para as críticas sobrevoarem as cabeças de nossos atletas. E o Adílson controlando isso internamente. Chegaram a criticar nossa postura de colocar o time reserva em boa parte do campeonato. E o nosso eterno camisa quatro não dando ouvidos.

Um pequeno deslize nas semifinais, tentaram colocar a crise na Toca para tentar apagar o futebol de um time que no momento havia perdido apenas uma partida no ano. O Adílson chamou a responsabilidade para si, junto com os jogadores. O Cruzeiro dando importância a Libertadores, o seu rival era equiparado ao time celeste por jogar contra Palmas e Nacional do Amazonas. E o Cruzeiro seguia em frente.

Questionar o trabalho é o primeiro passo de todos. Mas, na hora de elogiar ninguém se lembra das críticas infindáveis que foram colocadas. Ainda bem que estávamos focados, somente no nosso trabalho.

Não vou dizer que foi contra tudo e contra todos, mas este estadual foi saboroso. Enquanto uns se preocupavam com festa, nossa equipe se preocupava em jogar bola. Mesmo com um time e treinador desacreditados, subiu ao topo dos noticiários nacionais ao ser apontado como o futebol mais belo praticado no país.

Ganhar no centenário do clube de Lourdes foi especial. Eles— e alguns outros— tentaram de todas as formas impedir nossa caminhada, seja criticando árbitros ao colocar a culpa de suas péssimas atuações nos homens de preto, seja com previsões do apocalipse.

No domingo, quando o juiz apitou o final de jogo, não segurei as lagrimas. Não pela conquista de um campeonato que possivelmente só será lembrado pela épica vitória de 5 a 0. Mas por tudo que estava entalado na garganta, pela forma categórica que conquistamos mais um torneio sem deixar dúvidas. Ganhamos com um pé nas costas.

Me sinto honrado de fazer parte dessa nação e ter a certeza de que mais “Páginas Heróicas Imortais” virão, para que no futuro, meus filhos saibam dessa história tão bonita.

Baixe o pôster do campeão:
Terra
Blog Do Cruzeirense

Rumo ao Tri
Saluti Celesti

Segunda-feira, 5 de Maio de 2008

Pimenta nos olhos dos outros é refresco

Esperei todos os comentários do outro lado da lagoa para produzir este texto. Sabendo de toda repercussão que o jogo de ontem iria dar, principalmente no caso do Charles e do Danilinho, esperei para mostrar minha opinião que vai de encontro à quase todas emitidas, seja por torcedores ou jornalistas.

Primeiro, antes de tudo, quero esclarecer que não estou defendendo a atitude do Charles que está completamente errado ao provocar o Danilinho naquele momento de jogo. Mas, será que não estão querendo criar um circo para o “coitadinho” que foi chamado de corno não?

O Danilinho é o maior falastrão das penosas, perde até pro Coelho, lateral que se jogasse metade do que pensa estaria na seleção. Ano passado o mesmo adorou provocar o Cruzeiro antes dos clássicos e depois deles também. Só para refrescar a memória, caro leitor, quando a imprensa—pateticana—mineira cogitou a possibilidade de mala preta, vocês lembram do recado que ele mandou para a nossa diretoria? Que era para enfiar naquele lugar.

Por que então ninguém questionou as atitudes dele? Por que ele agora virou um “mártir” para as penosas que até ameaçaram o Charles? Isso está indo longe demais.

Está havendo um descontrole por parte das penosas que ninguém sequer comentou. No ano passado, mesmo depois dos 4 a 0, o Cruzeiro jogou na bola, não partindo para a violência em nenhum momento. No segundo jogo, mesmo com a derrota garantida, os jogadores da Raposa entraram querendo mostrar futebol e foi o que fizeram.

Ontem, desde o primeiro minuto, em todas as bolas tinha um das cacarejantes chegando junto. O Coelho tomou um cartão amarelo, na jogada seguinte era pra ter sido expulso, pois chegou por trás no Martinelli. Mas isso tudo é comum para as frangas.

O Vinícius, antes mesmo da briga do Danilinho, tentou duas vezes seguidas atingir o Marcelo Moreno com uma cabeçada e o atacante celeste saiu e tentou cumprimentá-lo, para evitar confusão.

Não foi só do outro lado. O Wagner deu um chute totalmente desnecessário para afastar a bola que quase pegou o Gérson.

Agora, por que um que provocava sempre não gostou de sentir o mesmo tem que haver um auê na imprensa?

Provocação no futebol sempre haverá, não tem como sair disso, infelizmente. Em alguns casos acho até saudável, como falando de quem vai ganhar, meu time é melhor, etc. O que está atrapalhando é que as assessorias de imprensa, tanto de Cruzeiro, quanto das cocotas, deixam as coisas irem pro lado pessoal, mesmo que a da Raposa esteja tentando inibir isso, uma vez que é raro ouvir uma declaração do nosso lado-me lembrem de um jogador este ano, frangas-.

É gostoso você tirar onda com seu rival, quem nunca fez? Agora é um absurdo dois jogadores de futebol começarem a brigar dentro de campo e envolver questão pessoal. Um porque é falastrão e se faz de coitadinho quando é atacado e o outro é esquentado de natureza e leva isso para o campo.

Está na hora dos clubes se preocuparem em deixar o futebol em primeiro lugar. Não estou falando daquela demagogia barata que vocês já conhecem bem dos jogadores entrarem em campo de mãos dadas entre outros, mas sim saber falar nas entrevistas. Qualquer deslize é motivo para a imprensa criar uma situação irreversível. E é infelizmente o que está acontecendo, em todos estados a provocação entre os times já é coisa do passado, ofender o outro, mesmo fora de campo, é o que importa.

Ainda em tempo: Sempre achei o Serginho, defensor do Cruzeiro no Alterosa Esporte, fraco. Ele tinha atitudes irresponsáveis para um comentarista e formador de opinião junto com rivais na bancada “democrática”. E, por incrível que pareça, sempre me transpareceu que o Bolívar, defensor das penosas, é um cara boa praça, que é ponderado quando fala, e nunca precisou se rebaixar para atacar o Cruzeiro e muito menos o nosso representante. Ontem os dois, ao vivo em um videochat, resolveram cair no braço, por provocação do Serginho. Resultado que mais uma vez o programa perde sua credibilidade e depois ainda fazem a propaganda do “conquiste a paz”.

Rumo ao Tri
Saluti Celesti

Domingo, 4 de Maio de 2008

DESABAFO: Quero voltar a ter emoção nos clássicos

Nelson Rodrigues dizia que “o Fla-Flu começou 40 minutos antes do nada”. Até hoje não vi uma definição mais apropriada do que é um clássico, o jogo que envolve os rivais extremos que faz com que duas torcidas esqueçam tudo ao redor. A tal adrenalina sobe ao máximo. O cotidiano muda. Por isso os clássicos do país encantam, seja as torcidas dos clubes em campo, seja os torcedores de outros times.

Não sou diferente. Sempre gostei de jogos contra as penosas. Várias coisas se passam pela minha cabeça durante uma partida. Como seria o dia seguinte? Será que o treinador conseguiu organizar a equipe bem durante a semana? Por que ninguém dá combate no adversário? Eu quero é gol porra! Não, não conseguiria citar todas. Fico tenso, empolgado com o que vai acontecer.

Mas, pela primeira vez, não me preocupo com esse jogo. Possivelmente porquê já garantimos o título semana passada. Isso ta me deixando preocupado já. Há tempos que não vejo um time competitivo das frangas que me coloque medo. Há tempos que não vou pro estádio com medo da derrota.

Nos últimos cinco jogos, quatro vitórias e um empate. Após aquele fatídico 4x0, que realmente fui à Toca III com a certeza de que não conseguiríamos vencer, pois havia uma apatia enorme na nossa equipe.

Não queria isso. Gosto de clássico. É aquele jogo que mexe com meu humor. Geralmente sou na minha, evitando brigar. Aí alguém coloca o Cruzeiro na pauta de discussão e eu fico chato. Se ele perde o clássico, vá morar com o diabo que é imortal, como dizia Cássia Eller.

Mesmo com ingresso na mão, prognósticos sobre o que poderia acontecer, parece que este jogo será apenas a entrega do título. Desde o ano passado, apesar de ficar apreensivo com a partida, não consigo mais ter a certeza de que tenho um grande rival pela frente. Na verdade, último jogo que senti algum temor pelas cocotas foi no dia 24 de julho do ano passado quando, de virada, vencemos elas por 4 a 2.

O Clássico normalmente é aquela partida que mexe com minha semana, com minhas expectativas e pode decidir até o rumo delas.

Muitas cocotas irão me xingar, falando que estou tirando proveito de uma situação. Pode até ser que sim, mas, sinceramente, o meu medo é que se você pegar os clássicos nesta década você vê a disparidade entre as equipes. 15 vitórias celestes, 12 empates, dez vitórias do lado rosa da lagoa. Números que alguns poderiam citar como equilibrados, mas, se olharem bem, saímos vencedores em sete jogos decisivos (2001, 2002, 2003—jogo decisivo do ruralzão nos pontos corridos, 2004, 2005, 2006, 2007) e elas apenas duas (2000, 2007).

Para somar a esses números, a última derrota do Cruzeiro no Campeonato Brasileiro foi em 2004. De lá para cá, quatro jogos, quatro vitórias.

Por isso, caras emplumadas, venho fazer-lhes um pedido de coração. Por favor, voltem a ser um rival competitivo, que consigam me dar aquela ansiedade antes do jogo que antes era uma batalha. Atualmente o resultado da partida mostra a disparidade entre os clubes. Hoje, uma vitória de vocês, é o motivo para a crise se instalar do nosso lado, pois temos a certeza de que perdemos para um time que não é suficientemente superior.

Pode ser que nosso time poupe seus esforços para a partida contra o Boca, na qual tudo pode acontecer, já que é uma grande equipe sulamericana. Agora, caso vençam, não achem que será a oitava maravilha do mundo, pois volto a repetir, não como um torcedor do Cruzeiro, mas sim como alguém que gosta de futebol. O time do Centenário de vocês é patético.


Rumo ao Tri
Saluti Celesti

Sábado, 3 de Maio de 2008

Misto-quente

O Cruzeiro entra em um dilema para a partida de amanhã, contra as penosas, que somente servirá para levantar a taça de Campeão Rural de 2008. Será que é válido colocar o time misto para poupar os titulares para o confronto contra o Boca Juniors, na quarta-feira, pela Libertadores?

Ora, as frangas precisam golear por 6 a 0 amanhã. A situação mostra que é um quadro praticamente impossível, então, por quê não improvisar? Elas estarão com desfalques.Nós também. Ramires e Marcos, o zagueiro artilheiro, estarão fora do jogo pelo terceiro cartão amarelo e por contusão, respectivamente. Essa é a hora do Cruzeiro colocar o time misto e se preocupar somente com a Libertadores, que é o principal torneio do ano.

Não existe isso de esnobar o adversário. Isso é balela da imprensa—pateticana—mineira para criar polêmica antes do clássico. Esnobar é entrar em campo e começar com firúlas, deixando o futebol de lado.

Se a Raposa jogar com seu time reserva—que é melhor que o principal das cocotas— e partir para cima, não vejo motivo para criticar essa postura de time misto.

Vamos lá Adílson, não se preocupe com o adversário, até porquê, eles não fariam o mesmo. O jogo de amanhã tornou-se apenas um jogo festivo, pois, o verdadeiro desafio será quarta, perante ao forte Boca Juniors.

Rumo ao Tri. O Ruralzão foi fácil!
Saluti Celesti

Quinta-feira, 1 de Maio de 2008

A batalha que não foi perdida


Quarta foi um jogo atípico. Aplico esse adjetivo não pela derrota que o Cruzeiro sofreu por 2 a 1, mas pela forma que a equipe encarou os Xineizes em seus domínios, com medo.

Durante boa parte da partida — para ser mais exato até os 25 minutos do segundo tempo — os jogadores celestes pareciam que tinham medo de arriscar jogadas. Não sei exato se foi a bola que estava muito quente, ou então o temor de errar no lendário estádio era tamanho que não permitiu as jogadas individuas, mas, o saída de bola celeste estava irreconhecível.

Caso passe pela equipe Azul/Ouro, o time celeste terá que enfrentar estádios lotados, com pressão se não igual, parecida à exercida pela torcida do Boca Juniors. Jogar em casa é fácil, com uma torcida como a do Cruzeiro que apóia até no intervalo — ao contrário de algumas lendas locais sobre uma outra torcida—, qualquer time vai para frente.

Não quero dizer que a Raposa tinha que se descuidar da marcação e avançar descontroladamente para o ataque, mas, revendo a partida, não vi uma grande jogada individual.

Sempre bati na tecla que jogador diferenciado chama a responsabilidade para ele em grandes jogos. O Guilherme é um deles, pois não teme uma jogada mais ousada. Mas, nessa partida, senti falta de uma individualidade, que, por sinal, só foi perceptível no gol celeste quando o Fabrício arriscou de fora da área.

Agora, se o time não teve peito para arriscar jogadas, não é motivo para as críticas desenfreadas que a mídia local ao técnico Adílson Batista— a nacional não toca no assunto, curioso não?—. Engraçado que muitos disseram que o treinador inventou neste jogo, mas, ninguém se lembra que ele fez algo parecido contra as penosas, três dias antes Boca, e a imprensa—pateticana—mineira idolatrou-o. Será que só agora ele está errado?

O Jadílson apóia muito bem. Isso não é tema de discussão. Agora, se o Boca tem dois meias de qualidade, um atacante como o Palácio que cai em qualquer lado, para que deixar uma avenida de graça para ele? Precisava de uma marcação mais forte mesmo.

Só acho errado a teimosia pelo Henrique que, até o momento, não mostrou nem um décimo do que o Adílson prometia para a torcida celeste sobre o seu futebol no início do ano.

Ao menos deu para perceber que o Cruzeiro, voltando a partir para cima, tem time para derrotar o Boca aqui.

Rumo ao Tri
Saluti Celesti

Terça-feira, 29 de Abril de 2008

Bela Iniciativa

Gostaria de vir aqui, humildemente, parabenizar aos integrantes do Marketing das penosas pela bela iniciativa de levar 24 mil mudos ao Mineirão.

Essa inclusão social foi um belo trabalho de vocês!


Rumo ao Tri
Saluti Celesti

Nada como um dia após o outro...


No ano passado, em um jogo totalmente atípico, no qual até gol de costas aconteceu, as Frangas ganharam de 4x0 do Cruzeiro e conquistaram o Rural. Festa, delírio e gozação marcaram o primeiro título — depois de sete anos...— delas no século. Logo após, no Brasileiro, o time celeste provou que tinha um elenco superior e devolveu quatro gols nas duas vitórias sobre as penosas.

Acontece que, mesmo não perdendo para o maior rival desde aquele fatídico jogo, nenhum torcedor cruzeirense se esquecera daquela partida. O castigo demorou, mas veio da melhor forma. Em um jogo sensacional, a Raposa deu o troco da final do ano passado assinalando cinco tentos o que resultou na maior goleada da era Mineirão, no ano do centenário das emplumadas.

No início do Ruralzão, algumas emplumadas teimavam em chamar o Guilherme de pipoqueiro justamente por, em um único clássico, o atacante celeste sair de campo. Um ledo engano. Esqueceram-se elas, do histórico do tal “pipoca”—adjetivo que já é freqüente para se referir ao Vovô Marques— em clássicos. Não deu outra, o atacante celeste deixou sua marca novamente marcando seu quinto gol, em cinco clássicos.

São vários outros exemplos que poderia dar como Adílson, Ramires, a zaga de ambas as equipes, laterais etc. Mesmo assim, para não alongar o texto, prefiro apenas apontar o que acontece durante os anos.

Em 2004, elas ganharam a partida da primeira fase do Ruralzão. Então, o presidente Alvimar de Oliveira Costa disse que em jogos decisivos o Cruzeiro prevalecia. Dita fábula da raposa e das uvas? Pois bem. Na final do mesmo ano, nos encontramos novamente e adivinha quem saiu vencedor?

Futebol realmente dá voltas. A única questão que me parece lógica do sucesso de uma equipe é o planejamento para se reerguer diante dos obstáculos. Ano passado, o torcedor cruzeirense teve absoluta certeza de que havia algo de podre naquele elenco, já que qualidade havia, pois o time tinha Gabriel, André Luís, Ricardinho, entre outros jogadores de renome que foram dispensados. Este ano, as cocotas investiram mal, deixando o time a mercê de uma marca fantasiosa e de uma data mal adiministrada.

Que venham os próximos desafios, o meia-boca já foi depois do amistoso de luxo. Agora é pegar o grande time argentino e, caso conseguirmos passar por eles, silenciar a imprensa—pateticana— que nunca apontou nossa equipe como forte o bastante para chegar em alguma boa posição.


É CREU NELAS, NA VELOCIDADE 5.


Rumo ao Tri

Saluti Celesti

E ainda tem bobo que acredita...


Mesmo eufórico pela goleada que o Maior de Minas aplicou sobre as cocotas, esperei com calma o pós-clássico para ouvir todos os argumentos—ou a falta deles— tanto de torcida, quanto da imprensa mineira, sobre os 5 tentos celestes. Em todas as praças que ouvi, todos teimavam em falar que as frangas só perderam por culpa do seu treinador, do zagueiro, do lateral, da caixinha de fósforo... Ou seja, todos os argumentos possíveis, menos admitir a superioridade do rival.

Quando retrato a vocês, caros leitores deste recinto, sobre a parcialidade nojenta que há na imprensa mineira, eu me refiro a isso. Segundo os mesmos, torcedor é o típico ser que só reconhece os erros de sua equipe, nunca os acertos de seu adversário. Então, com tais afirmações, concluímos que a imprensa—pateticana—mineira, por não reconhecer o mérito da Raposa, mostrou sua preferência clubística.

Não quero generalizar, apontando que isso é prática de toda a trupe dos veículos da mídia mineira que são controlados por conselheiros das penosas— isso, você adivinhou sem precisar dar nenhuma dica!—. Tanto que chamo de parcialidade lavada também o Jaeci Carvalho, que o Cruzeiro paga algumas viagens dele, não falar mal do time celeste.

A Raposa na partida de ontem foi infinitamente superior ao rival. Tanto que, garanto que quase nenhum torcedor cruzeirense que estava no estádio achou que o resultado não foi compatível com a partida.

Com domínio claro do meio-campo, o Cruzeiro não deixou os tais “melhores pontas do futebol brasileiro”—como alguns insistem em dizer e é bom nem discordar—não jogarem nada. Quer dizer que então o erro é deles e não teve mérito na marcação?

Tanto que isso é contraditório que, durante as resenhas depois da goleada celeste, teimaram em falar que os dois pontas das cocotas não jogaram nada, mas insistiram que o Cruzeiro fazia revezamento na marcação.

Assim que é bom.

Cocotas, muito obrigado por serem assim. Quando no primeiro turno disse que o Cruzeiro era favorito, tava falando com convicção. Seu time é horroroso, pior que o do ano passado, vocês fingem que não sabem e se iludem. Meu time pode não ser o melhor do país, mas, por sorte, não tenho uma imprensa nefasta que me iluda o bastante para acreditar que tudo está uma maravilha.

Rumo ao Tri e o rural foi fácil...
Saluti Celesti

Domingo, 27 de Abril de 2008

COMUNICADO FIFA


A presidência da FIFA (Federação Internacional de Futebol e Associados) no uso das suas ações legais e estatutárias e

CONSIDERANDO que é de suma importância desenvolver um trabalho eficaz procurando conservar as condições físicas e/ou psicológicas dos jogadores profissionais quando estiverem a serviço de seus clubes e

CONSIDERANDO, ainda, que os resultados das últimas partidas entre o Cruzeiro Esporte Clube e o Clube Atlético Mineiro, podem influenciar no interesse popular pelo futebol,


RESOLVE:

1. A partir desta data, todas